Há coisas que mexem comigo.
Não percebo a orientação de muita gente, e por isso calo-me. Se percebesse falava sobre isso e como consequência reduzia-me à mesma insignificância. Mas não consigo. E aqui, vou abrir uma excepção. Porque a diferença entre nós é precisamente essa, há pessoas tão fúteis e tão transparentes, que o melhor a fazer é nem falar. Ao comunicar com gente assim apago todas as barreiras que fui construindo ao longo dos anos, e torno-me tão vulgar que até perco o sono à noite. Vulgaridade? Gente banal? Gente a viver nas aparências, nas mentirinhas de conveniência? O quê?! Viver é tão mais do que isso! É claro que compreendo as limitações de cada um, pois nem todos sabemos qual a altura certa para despertar. Ou então são tão estúpidos que nem têm força para procurar mais. E aqui entra uma questão que faz rolar muita cabecinha. A estupidez. A ignorância. O conformismo. Vejamos um exemplo muito prático disto, na RUEM há um grupinho de tipas tão vulgares, que só por serem giras reduzem-se a isso mesmo. São giras, ponto. E mais? Então e... miolos? Usar o potencial naturalmente humano (no sentido do conhecimento/aprendizagem) para explorar as mil e uma versões de formas de estar na vida, e as mil e uma versões de sentir a vida. Explorar, observar, compreender... estimular os sentidos. "Ah! Eu sou gira, todos os rapazes olham para mim, e desejam-me... portanto, vou pôr uma saia ainda mais curta (faça chuva ou frio!), vou levantar ainda mais o nariz, e eles vão rastejar ainda mais aos meus pés" E não é que isso acontece!? Mas pronto, dá-se o desconto porque são crianças. Foi só um exemplo. Nem merece reflexão.
Fazendo parte da mesma casa, ainda que só por uns aninhos, a malta não se apercebe do valor e da importância que o convívio tem. Ser mais giro ou gira?!?! Sim, no sexo é outra coisa. Pedaços de carne, uns mais apetitosos que outros. E mais?? Porque valoriza-nos, de facto, poder partilhar emoções. Temos todos um passado diferente, claro, mas isso só enriquece ainda mais o diálogo e o estabelecimento de relações prósperas. E com isto entendam o que quiserem. Cambada de inúteis e fantoches. E depois queixam-se que o país está mal, pudera, fazem parte dele.
E não pensem que perco tempo com estas coisas, pelo contrário, entrar nessas mentes frouxas é do melhor que há!
"A concordância é um pilar da vulgaridade"
ps: a gerência do blog agradece o texto.

Venham ao 1ºandar e convivam! Venham ser amigos e falar que as pessoas!
ResponderEliminarprimeiros
ResponderEliminarConcordo. O texto está muito bom. Lamentável que poucas pessoas (dentro do universo ruemiano, claro está!) partilhem e explorem este espaço.
ResponderEliminarNão posso deixar de referir, como o tenho feito, que este ano o primeiro andar está mais populacionado que em anos anteriores, o que já de si é motivador, bem como a presença de um grupito de caloiros (eram mesmos pco, espero que possam ser considerados grupo,lol) a participar na alteração do regulamento da ruem.
Há coisas que apelam ao sentido da cidadania e da responsabilidade pelo bem comum que deviam obrigar as pessoas a ter um certo sentido de intolerância pelo conformismo e concordância. Quando os efeitos se desencadearem, isto é, quando a malta que se anda a cagar o ano inteiro para o que se passa no primeiro andar e para a residência em geral, começarem o queixume do costume por causa da alteração do concurso de quartos, quotas, ferros de engomar entre outros caprichos que não vale a pena perceber, vai ser um fartote. E porquê? Porque essas pessoas não se integram, não querem fazer parte. Também não os censuro, cada um sabe de si. Mas se não estão integrados na comunidade, tenham modos de falar e de se expressarem com quem dá o que pode para que as coisas funcionem. Depois queixam-se e vão ao psicólogo e tal porque está tudo contra eles, e ficam sozinhos, bla bla... Integrem-se porra. O mundo não gira à volta do nosso umbigo, e nem Deus é dono da Razão.
É bom começarmos a dar bons exemplos de civismo e cidadania. Temos um legado muito pobrezito, e temos o ónus de o aumentar e não perder o pouco que nos deram...
Aprendamos a ser homenzinhos e mulherzinhas. Já faz tempo...
JFS,
O senhor cá de baixo